Hérnia Inguinal

Distopias Testiculares
10 de fevereiro de 2016
Colestase neonatal
Alerta Amarelo
5 de setembro de 2016

A hérnia inguinal é condição comum em crianças que necessita tratamento cirúrgico, pois não regride espontaneamente.

Inicialmente, a criança com hérnia inguinal pode não apresentar sintomas, mas, em alguns casos, a hérnia pode evoluir com encarceramento ou estrangulamento de seu conteúdo (por exemplo, intestino e, em meninas, também ovário).

Em situações de compressão intestinal, a criança apresenta dor e/ou choro importantes associados a náuseas ou vômitos e a abaulamento na região inguinal que não desaparece. Devido ao risco de complicações graves, a criança deve ser levada imediatamente para avaliação em emergência pediátrica. Caso confirmado situação de encarceramento intestinal, o cirurgião pediátrico avaliará possibilidade de redução do conteúdo herniário (agendando depois a cirurgia definitiva) ou se é necessária operação de urgência.

Os riscos de complicações das hérnias inguinais são maiores nos lactentes, notadamente nos primeiros 6 meses de vida. Por isto, é importante que, diante de tal diagnóstico, estas crianças já sejam avaliadas por um cirurgião pediátrico.

A hérnia inguinal em crianças é de padrão diferente da hérnia inguinal em adultos, sendo, por isto, recomendado que seja abordada por cirurgião pediátrico, no sentido de reduzir risco de complicações cirúrgicas.

Uma condição que pode ou não estar relacionada à hérnia inguinal é a hidrocele (líquido ao redor do testículo). Em lactentes, a maioria das hidroceles desaparece e não necessita de intervenção, desde que a associação com hérnia inguinal tenha sido descartada pelo exame físico. Por sua vez, hidrocele em crianças maiores de 2 anos de idade, se não estiver relacionada a trauma na região, em geral, são tratadas cirurgicamente.

A herniorrafia inguinal é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns realizados por cirurgiões pediátricos. Esta cirurgia pode ser realizada por acesso convencional ou por videocirurgia.