Nódulos no Pescoço em Crianças

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Nódulos no pescoço em crianças são, em sua maioria, de natureza benigna. Estes surgem por inflamações ou infecções que, após tratamento ou não com antibióticos convencionais, desaparecem ou reduzem substancialmente.

Por outro lado, há nódulos cervicais em crianças que, mesmo benignos, podem exigir tratamento cirúrgico (como algumas lesões congênitas) ou uso de medicação por tempo mais prolongado (como a tuberculose).

Entre as lesões congênitas, há o cisto do ducto tireoglosso e as anomalias branquiais (cisto ou fístula) que necessitam de tratamento cirúrgico.

Por sua vez, algumas lesões vasculares, como malformações linfáticas (linfangioma, higroma cístico) e venosas (como o hemangioma), podem também se apresentar como nódulos no pescoço em criança, necessitando ou não de retirada cirúrgica.

Muitos linfangiomas são tratados inicialmente com injeção de medicação em seu interior (escleroterapia) o que reduz os riscos da cirurgia para sua retirada. Por outro lado, a maioria dos hemangiomas, hoje em dia, não são mais tratados com cirurgia, mas com medicação por via oral.

Em uma percentagem menor, algumas doenças malignas, como o linfoma (câncer que acomete as células do sistema linfático) podem também ser a causa do surgimento do nódulo.

De acordo com a avaliação clínica detalhada realizada pelo médico pediatra e/ou cirurgião pediátrico com auxílio de exames complementares, é possível que seja necessário retirar o nódulo do pescoço para tratamento ou diagnóstico.

A biópsia por cirurgia (retirada cirúrgica de uma parte ou de um dos nódulos) é indicada quando for necessário que o médico patologista examine a lesão, a nível microscópico, para confirmar ou não um diagnóstico suspeito e viabilizar o tratamento adequado.